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WildWoodCore (WWC): estética rústica, visceral e artesanal

“Alguns só querem ver o mundo pegar fogo. Outros querem apenas acender sua própria lareira.” — WildWoodCore é essa lareira. É o fogo que aquece, que ajuda, que une, que traz lembranças.

É onde o instinto sobreviveu ao concreto. Onde o cheiro de madeira queimada ainda conta histórias. Onde cada cicatriz tem nome. E cada silêncio tem peso. Aqui, vida e estilo são a mesma coisa. É construir ou modificar com as próprias mãos para sentir que é verdadeiramente teu.

WWC é sobre AÇÃO. Sobre fazer. Sobre ser.

WildWoodCore não é estética. São marcas do tempo na madeira, é ferrugem bonita nos metais. 

É barba crescida e olhar afiado. É presença imponente, com ou sem maquiagem. É a rusticidade em meio a cidade, é a parte do caminho onde não tem mapa, só trilha, mato e o som dos próprios passos. É o som do vento no verde da natureza, o estalo da lenha, o rangido da madeira antiga.

É o lugar onde a liberdade fede a fumaça de pinho queimando. Onde o café é preto, a cerveja é escura, o Bourbon encorpado e as ideias vêm quando as mãos estão ocupadas criando. Ele nasce da fusão entre o estilo de vida

rústico e a energia crua do sul rebelde, entre a poeira do asfalto e a solidão das trilhas, entre a cultura de garagem e o chamado primal da natureza, em meio a muitas histórias, lembranças, heranças e tradições.

É quem carrega sua história marcada no corpo e no seus gestos. É oficina como templo. É o boné sujo que já te acompanhou em todas. Aquela calça que se tornou um mapa de aventuras sendo colecionadas desde a juventude e que ainda veste e está pronta para novas marcas. É a garagem com cheiro de tinta, metal e madeira. Cada bota gasta conta uma trajetória. Cada flanela surrada é armadura de guerra. O WildWoodCore negocia com a natureza e vive lado-a-lado com ela, encara o trovão de peito aberto mas também o reverencia.

WWC (apelido carinhoso desta palavra que significa tanto) dá nova função ao ciclo de finalização. Não derruba a árvore viva, mas aproveita o que caiu, o que a natureza devolveu ao chão. Tronco que caiu vira banco. Galho seco vira arte. Tudo ganha uma segunda chance. Tudo se transforma.

WWC é parceria com a natureza selvagem, não um domínio sobre ela, mas um pacto entre iguais. Um acordo de suor e respeito. É como surfar uma onda gigante: Você sabe que ela pode ser teu fim, mas entra mesmo assim. Porque o respeito vem junto com a coragem.

WildWoodCore é suor e fumaça. É ritual de resistência. É rebeldia com propósito. É espiritualidade na marreta, na tatuagem, no breu do galpão e na luz da alvorada. É fazer arte com o que sobrou, encontrar estilo no caos, ver beleza na utilidade. Você não vai ver isso na vitrine, vai ver no trabalho de quem deu muito duro, na madeira lixada com determinação, no peito aberto de quem não se esconde. Não é uma tendência, é uma cicatriz ancestral. É estilo vivido e identidade cravada no osso. É uma forma de ver o mundo, de carregar histórias, de deixar marcas. Vivemos o futuro, mas reverenciamos o passado, nós usamos aquilo que existe e nos facilita, não somos contra avanços tecnológicos, mas também não somos refém deles.

WildWoodCore é inclusivo em termos de gênero, acolhendo qualquer pessoa alinhada à sua energia, independentemente da sua identidade. Pessoa é pessoa assim como o WWC é WWC.
Carregamos esse ar de coisa proibida, de gang rebelde, mas com sofisticação e com muito coração. Somos como um clube secreto que marca histórias na pele e na alma.

É “WILD” porquê aqui nos aventuramos no lado selvagem da vida, exploramos, e levamos nosso rock e rebeldia no coração! A nossa brutalidade e aspereza está aliada com nosso espirito livre.
É “WOOD” porquê nos conectamos com o verde, com os biomas e com seus habitantes. Sentimos a força das árvores e o frescor da natureza, que é nossa aliada e nossa parceira de trilha.

E é “CORE” porquê entendemos que é no coração que mora o aconchego. Somos alma! Celebramos a alma das coisas! Podemos não viver numa cabana, mas a levamos sempre conosco. Sentimos a magia no ancestral, e sabemos que é no passado que encontramos histórias. Nos conectamos ao conhecimento, a tradição, ao refúgio e a nostalgia.

Para entender melhor esta forma de viver no Wildwoodcore, segue um guia rápido para não se perder.... Aliás, para se encontrar;

* Elementos estéticos do WWC *

Paleta de cores:

Cores rústicas e aliadas com o natural, marcantes, presentes, clássicas, que evocam rusticidade, fogo, noite na estrada, o “peso” de tradição e rebeldia, de pegada com atitude.

  • Tons terrosos escuros (Marrons estilo madeira, terra, tabaco, ferrugem...)

  • Tons escuros e profundos de verde (floresta, musgo, verde-caçador, evergreen, oliva...)

  • Vermelhos escuros, queimados e enferrujados, com personalidade,

  • Beges sujos, dourados antigos, ocres profundos,

  • Tons profundos de azul, como navy e índigo, bem como tons mais arroxeados.

  • Preto carvão envelhecido, ônix, obsidiana, noite...

  • Branco osso, fóssil, marfim, casca-de-ovo, off-white...

Temas principais:

  • Natureza como igual — não para ser dominada, mas para ser parceira,

  • Utilidade com beleza, reutilização com propósito.

  • Criação manual (O importante é meter a mão na massa e tornar teu aquilo que está sendo feito, consertado ou restaurado)

  • A verdade como identidade

  • A presença com peso.

  • “Presença que fica, raiz que pulsa”

Texturas e Materiais:

Materiais encorpados e resistentes ao tempo.

  • Flanelas (xadrez é nosso melhor amigo)

  • Jeans cru e jeans desgastados

  • Sarjas

  • Couro envelhecido

  • Lona grossa e algodão

  • Madeiras

  • Pedras

  • Metais envelhecidos

Manifestações Culturais:

Música com jeito de WildWoodCore;

  • Dad Rock (década de 1995 - 2010) (Sim, já é considerado “Rock-de-pai” -_-)

  • Rock sulista

  • Outlaw Country

  • Country Rock

  • Grunge

  • Folk (Intrumental, Americana, e Rock)

  • Acústicos + riffs distorcidos

 

Artistas de exemplo:

Nickelback, Shinedown, Linkin Park, Radio Company, Chris Cornell / Audioslave, Zac Brown Bad, Eric Clapton, Creedence Clearwater Revival, The White Buffalo, Theory of a Deadman, Zach Bryan, Brantley Gilbert , Colter Wall, Chris Stapleton, Cody Jinks, etc.

Essenciais:

Café preto e forte | Infusões e chás quentes e profundos de ervas locais | Fogueiras, lareiras, fogões campeiros, Lâmpadas de filamento com luz ambarada, confortável e aconchegante | Bebidas marcantes como cervejas stout ou bock, whiskeys encorpados e até especiados, Bourbon, jagermeister (dose no café para aquecer nas manhas de geada) | Comidas mais rústicas, caseiras, feita com temperos frescos e colhidos, temperos e especiarias sempre! Mais natureza, menos ultra processados. | Tudo precisa ter utilidade e personalidade, todo objeto conta uma história e têm alma | Cheiro de pinheiros, de madeira cortada, da terra molhada na chuva, de couro, esfumaçados, de livros antigos, de metais brutos | Etc...

Roupas e acessórios:

  • Roupas resistentes / Roupas de trabalho

  • Camisas xadrez (como não amar?)

  • Calça cargo, jeans duradouros

  • Botas fortes e resistentes ou tênis funcionais (E se forem a prova d’água melhor ainda!)

  • Jaquetas jeans, de sarja, de lona, de couro (Se for aquelas herdadas é ainda mais legal!)

  • Bonés, toucas, chapéus... Cabeça protegida do frio ou do sol é o nosso lema!

  • Acessórios que foram feitos com as próprias mãos, aqueles rústicos e mais brutos são os mais legais, ouro envelhecido, prata surrada. o importante é se foi reaproveitado daquilo que a natureza descartou ou deixou na terra pra ser encontrado e reutilizado. 

Tatuagens:

WildWoodCore nasceu no berço de um tatuador e se tornou parte da arte também, ou seja, carregar uma tatuagem WWC implica:

  • Old school tradicional sempre reverenciado,

  • Grafismos geométricos com ênfase em chevrons e artes nativas diversas,

  • Bold blackwork  ​​(quase flertando com o estilo gravura),

  • Animais da floresta, ossos, texturas naturais (madeira, nervuras de folhas, raios... gravados na pele),

  • Artes rupestres antigas que se fusionam com os outros elementos,

  • Ferramentas enferrujadas, crânios, fósseis, símbolos de resiliência, rusticidade e rebeldia,

  • Elementos tradicionais com linhas grossas e marcantes,

  • Linhas esculpidas e acabamento com cara de sketch artesanal.

Se você sentiu o chamado, seja bem vindo, O wildwoodcore é algo que precisa se dar a chance de experimentar e viver. E lembra que na região metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, há um epicentro Wildwoodcore onde tudo isto faz parte de cada pedacinho do lugar. Traz teu peso, tuas ferramentas e tua verdade. E deixa o rastro do que você é, na lama, no aço na madeira... Porque estilo de vida não se veste. Se vive.

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